EDUCAÇÃO FINANCEIRA Este pequeno conciso tem o propósito de ensinar a igreja a administrar o dinheiro,isto porque a base de sucesso financeiro é a Infidelidade no Dízimos e nas Oferta tem sido a maior causa de cristãos fracassados ,então leia e ensine e aplique em cada proposta desta o texto bíblico referente , para ministrar a SEMEADURA ;afinal é a Porta da Abundancia, e tanto a IGREJA como o povo tem que prosperar .
1 Como ganhar dinheiro – aprender a ganhar dinheiro é fundamental, pois ter nível superior não é garantia de futuro tranqüilo. Hoje, a expectativa de vida do ser humano é muito maior. A nova geração pode viver 120 ou 130 anos. Viverão mais tempo do que as gerações anteriores e para isso vão precisar guardar mais dinheiro, para poder viver durante muito mais tempo e não depender de filhos ou do governo. Todos precisam estar preparados financeiramente para se reorganizar e enfrentar situações inéditas.
2 Como poupar – todos sabem que precisam ter uma reserva, mas muitos não sabem que poupar é prazeroso e leva a uma vida equilibrada.
3 Como gastar – saber como gastar o dinheiro não é uma tarefa fácil. Ser capaz de escolher o que é melhor agora, levando em conta o que é importante, exige bom senso e experiência.
4 Como doar tempo, talento e dinheiro – reforçar na educação da nova geração que a idéia de responsabilidade social e ética deve estar sempre presente na forma de ganhar e gastar dinheiro.
1
Ensinar ao seu filho a distinguir as coisas que compramos porque “queremos” daquelas que “precisamos”.
2
Desde cedo faça seu filho entender a importância de não desperdiçar e cuidar do dinheiro.
3
Ensinar a criança a controlar o consumo por impulso, mostrando como elaborar uma lista de compras e obedecê-la no supermercado.
4
Explicar aos filhos que tipo de trabalho realizam. Isso ajudará a criança a estabelecer relação entre ganho de dinheiro e os limites de seu uso.
5
Mostrar as diferenças entre coisas “caras” e “baratas” em diferentes ambientes (padaria, farmácia, papelaria etc).
6
Assumir as próprias deficiências com relação ao dinheiro. Use o bom senso e não dê lições de moral.
7
Estimular a criança a participar do orçamento doméstico, incentivando-a a dar sugestões sobre modos de reduzir despesas.
8
Dar mesada à criança. Isso irá ajudá-la a tomar decisões e fazer escolhas, mesmo que em pequena escala.
9
Não se sentir desanimado se a criança gastar todo o dinheiro da mesada.
Cometer erros é normal e vai ensiná-la a evitar erros maiores no futuro.
10
Reforçar a idéia de que a responsabilidade social e a ética devem estar sempre presentes no ganho e no uso do dinheiro.
11
Resista à tentação de presentear seu filho a todo o momento. Estipule as ocasiões que você considera mais propícias para isso.
12
Em hipótese alguma estabeleça relação entre o desempenho nos estudos e o ganho de dinheiro. Troque-o por um abraço afetuoso.
13
Procure envolver os avós no processo de Educação Financeira da criança, explicando as razões do limite e pedindo que colaborem.
14
Cuide para que a mesada seja um instrumento de amadurecimento financeiro da criança e não uma fonte de conflitos.
15
Não use a suspensão da mesada como forma de punição por malcriações ou baixo rendimento escolar. Essa não é sua função.
16
Fixe um dia para o pagamento da mesada, mantendo-o sempre o mesmo.
17
Não estabeleça como condição para a mesada a realização de tarefas na casa.
A criança poderá recusar-se a cumpri-las se não precisar de dinheiro.
18
Ensine a importância de poupar. Proponha uma meta de poupança e incentive seu filho a alcançá-la.
19
Não o recrimine por suas compras. No entanto, procure impor algumas restrições a gastos que você não concorde.
20
Não se torture por não dar a seu filho tudo o que ele pede. Dessa maneira, ele será um adulto responsável, produtivo e com auto-estima.
1 Quando ele recebe dinheiro, consegue guardar algum?
sim não
2 Ele sempre perde ou esquece onde colocou o dinheiro?
sim não
3 Quando vocês vão às compras o tempo todo ele repete ”quero isso”, “quero aquilo”?
sim não
4 Quando você pergunta por que ele quer comprar alguma coisa, a resposta costuma ser “porque fulaninho tem um igual”ou “porque eu vi na TV”?
sim não
5 Seu filho hesita em gastar o próprio dinheiro?
sim não
6 Ele costuma fazer planos a curto e médio prazos para o dinheiro que ganha?
sim não
7 Ele costuma economizar para comprar algo e depois resolve não comprar?
sim não
8 Ao fazer compras, você percebe se ele se preocupa com a qualidade e o preço?
sim não
9 Ele parece sentir-se inferior ao grupo quando você não lhe dá o tênis da moda?
sim não
10 Ele parece associar amor a presentes?
sim não
Comentários: A resposta ”NÃO” para as perguntas 1, 5, 6, 7 e 8 indica a necessidade de um pouco mais de atenção e controle do modo como ele lida com dinheiro. Embora não seja nada tão grave que não possa ser corrigido ainda na infância, a desatenção a esses aspectos pode transformar-se em muita dor de cabeça na vida adulta. “SIM” para uma ou mais das perguntas 2, 3, 4, 9 e 10 indica que a situação corre o risco de sair ou já saiu de controle. Os pais não devem demorar em procurar reverter esse quadro.
*Elaborado pela consultorComo lidar com o dinheiro e não viver preocupado com credores é o dilema de milhares de brasileiros. De acordo com pesquisas da consultora Glória Maria Garcia Pereira, socióloga e economista, de cada dez pessoas apenas duas aprenderam a usar o dinheiro.
Ela afirma que mais da metade da população brasileira apresenta dois tipos de problemas. No primeiro caso, há pessoas com dinheiro, mas descontentes com seus lucros, porque não sabem realizar investimentos mais rentáveis, com medo de perder o que já possuem.
No segundo caso, as pessoas ‘’caem numa roda viva de pegar dinheiro para pagar débitos e entram em novas dívidas com juros altos’’. Segundo Glória, as pessoas desperdiçam dinheiro por absoluta falta de informação. Não sabem transformar o crédito em dinheiro fértil. De acordo com a consultora, o que interfere num relacionamento não é propriamente a falta de dinheiro, mas a relação inconsciente de emoção e afeto das pessoas. Ela classifica os consumidores em sete categorias - consumistas, entesouradoras, escravas, desligadas, com raiva de quem tem dinheiro, confusas entre amor e dinheiro, e educadas financeiramente. A forma como se reportam a cada uma delas determina o fracasso ou o sucesso das relações.
A consultora elaborou dois testes para ajudar o consumidor a auto-avaliar-se:
a financeira Cássia D’Aquino.
Teste 1
Confira seu Estilo de Lidar com o Dinheiro
A seguir são apresentadas dez situações comuns e, para cada uma delas, sete diferentes comportamentos ou atitudes possíveis. Identifique qual das atitudes você tomaria se estivesse na situação. Depois é só conferir os resultados, adaptado a partir de Neale Godfrey, "Money Doesn't Grow on Trees", Fireside/Simon & Schsuter, 1994.
1) Você recebe uma grana extra como bônus, gratificação, prêmio ou 13o salário, por exemplo. Então, você:
a) Guarda tudo para o futuro, porque você pode precisar numa emergência.
b) Antes de receber, já gastou, então é só pagar dívidas.
c) Conta com este dinheiro extra para poupar.
d) Nem se lembrava de que tinha este dinheiro extra.
e) Fica chateado(a) porque é muito menos do que você precisa.
f) Sabe que se alguém que você ama descobrir, já vai pedir emprestado e você não sabe dizer não nessas horas.
g) Coloca este extra nas receitas do seu orçamento mensal e planeja o que comprar, reservando parte para aplicações.
2) Você está chegando em casa depois de passar uns dias em viagem, falta tudo em casa, e você vai às compras no supermercado. Então você:
a) Pensando bem, posso comprar o que falta depois.
b) Vai ao supermercado sem qualquer lista e faz a festa.
c) Faz a lista de compras e olha os preços de cada produto, comprando sempre o mais barato.
d) Pede para alguém ir ao supermercado comprar o que falta, mas nem sabe bem o que quer.
e) Fica nervoso(a) porque não tem nada em casa e tem que ir às compras, mas o dinheiro nunca dá.
f) Compra tudo que precisa e sabe que tenha ou não tenha dinheiro, não pode deixar decomprar as “coisinhas” de quem você ama.
g) Está feliz por voltar para casa, faz a lista de tudo o que quer comprar e curte a ida ao supermercado.
3) Você está em período de festas de fim de ano e, tanto no trabalho quanto em família, há listas de amigos secretos. Então você:
a) Avisa que não gosta de entrar em lista de amigo secreto.
b) Entra em todas as listas, gosta das trocas de presentes, da alegria.
c) Fica sem jeito de não entrar na lista e compra qualquer coisa baratinha.
d) Esquece até o nome do amigo secreto e nem se lembra de comprar o presente.
e) Acha uma bobagem e uma chateação esse negócio de “amigo secreto”.
f) Ao escolher o presente, enrola-se todo, não sabe o que escolher, se compra algo mais barato ou se vai ficar chato.
g) Curte os bilhetinhos de amigo secreto, estuda o tipo do “secreto” e escolhe um presente que vai agradá-lo, sem sair do próprio orçamento.
4) Depois de um ano de trabalho, você programa suas férias anuais de 30 dias. Então você:
a) Prefere vender as férias para a empresa e guardar o dinheiro para o futuro.
b) Já escolheu um roteiro e, por conta das férias, já comprou roupas e não vê a hora de curtir tudo.
c) Escolhe economizar o máximo possível, procura descansar sem gastar.
d) Nem sabe o que fazer nas férias, aonde e com quem viajar.
e) Fica irritado(a) porque o dinheiro das férias não dá para aquele roteiro escolhido.
f) Gostaria de passar férias de verdade, de um modo e em um lugar diferente. Mas vai ter de viajar de novo para o lugar de sempre, com a companhia de sempre, que não é a que você gostaria.
g) Planejou as férias com meses de antecedência, agora é só desfrutar de cada dia com alegria, o orçamento garante.
5) Você está com um grupo de amigos em um restaurante. No final, o garçom apresenta a conta. Então você:
a) Dá uma desculpa como “esqueci a carteira”, ou “estou sem dinheiro.”
b) Paga a conta de todos com o cartão de crédito.
c) Confere a conta, divide certinho até os centavos para cada um dos participantes.
d) Paga sem olhar direito e esquece de pegar o troco de volta.
e) Fica chateado com o valor da conta, muito maior do que você esperava.
f) Sabe que um dos amigos está com dificuldades, então pensa que deveria pagar a conta dele. Mas, acha que, se pagar a dele, talvez fosse melhor pagar toda a conta e, então, fica constrangido em não pagar.
g) Gosta da companhia dos amigos e paga com prazer sua parte, sem problemas.
6) Mensalmente, no “dia do pagamento”, que deveria se chamar “dia do recebimento”,qual é a sua sensação?
a) Primeiro você separa uma parte para o futuro, depois divide para os gastos do mês.
b) Quando chega o dinheiro, já gastou grande parte, a maioria é para pagar dívidas.
c) Fica marcando tudo que gasta, sem esquecer as menores coisas, até as balas.
d) Nem sabe direito quanto recebe porque não trabalha por dinheiro.
e) É o dia do mau humor porque sente que recebe menos do que merece.
f) Precisa pagar logo as dívidas, porque se sobrar algum, sabe que já vão pedir para você.
g) É um dia importante, porque permite pagar as dívidas, aplicar para os sonhos e deixar a reserva para a vida durante os próximos 30 dias.
7) Quando você pensa em fazer negócios e lembra dos amigos e parentes, então você:
a) Negócio é negócio, amigos à parte.
b) Conta com os amigos nos negócios, embora tenha amigos que não paguem.
c) Geralmente os negócios com amigos e parentes viram briga.
d) Se faz negócio com amigo e parente, depois não sabe cobrar e acaba no prejuízo.
e) Os amigos e parentes vivem fugindo, nem dá para fazer negócio.
f) Sabe que se fizer negócios com eles, vai levar prejuízo, vão acabar não pagando.
g) Muito melhor fazer negócios com amigos e parentes do que com inimigos ou desconhecidos.
8) Quando amigos e parentes pedem dinheiro emprestado a você, qual é sua atitude
a) Falo que não tenho dinheiro, porque sei que não me pagam.
b) Estou sempre emprestando dinheiro, mas nunca me pagam.
c) Se empresto, cobro juros. E se não me pagam não empresto de novo.
d) Se tenho no bolso, empresto tudo que tenho e nem anoto o quanto.
e) Não empresto dinheiro, tem muito “folgado” em todo lugar.
f) Sinto que mesmo não querendo e sabendo que não vão me pagar, tenho que dar o dinheiro, porque senão vira briga.
g) Empresto somente em condições especiais, sem que abusem de mim. Muitas vezes prefiro dar a emprestar.
9) Na hora de pagar o cartão de crédito ou cheques pré-datados, relativos a compras/ dívidas que você mesmo realizou, qual é seu comportamento?
a) Sente-se mal de pagar.
b) Falta dinheiro, mas paga um pouco e rola a dívida para continuar com o crédito aberto.
c) Já tinha tudo anotadinho, por isso paga porque tem que pagar.
d) Nem lembra o dia do pagamento, muito menos sabe se tem como pagar.
e) Não gosta de pagar, fica muito nervoso(a), porque depois faz falta.
f) Percebe que grande parte da dívida é porque não soube dizer não na hora que lhe pediram dinheiro ou para comprar coisas. E agora, você tem que pagar com dificuldades.
g) Utiliza cartões e cheques pré-datados a seu favor, como parte do seu planejamento do orçamento, sem incorrer em pagamento de juros.
10)Você encontra, na pior, um velho amigo, que era muito bem de vida, qual é seu sentimento?
a) Fica surpreso(a) com o estado do amigo, mas acha que é problema dele.
b) Fica com dó e oferece apoio financeiro para tirá-lo da pior.
c) Olha para o amigo, diz que gostaria de ajudá-lo, mas que dinheiro não tem.
d) Lembra-se de que o amigo tinha tanto dinheiro, uma boa vida, e nem se dá conta de que podia dar-lhe uma mãozinha.
e) Lá no fundo acha até “bem feito” que está na pior, assim sente como é a vida do pobre.
f) Leva o amigo para casa, cuida dele e até lhe dá algum dinheiro para que recomece a vida.
g) Acolhe o amigo, ouve sua história, e se oferece para o que for preciso. Amigo é para essas coisas, também.
Gabarito:
Conte quantos pontos você fez em cada uma das letras de (a) a (g):
a) = _____; b)= _____; c)=_____; d)= ______; e)=______ ; f)= _____ ; g)= _____.
Avaliação: Confira seu Estilo de Lidar com Dinheiro
Some quantos pontos você fez em cada uma das alternativas, classificadas de a a g. Aquela que apresentou o maior número de pontos é a que indica seu estilo, neste momento da sua vida. Confira seu tipo:
(a) Entesourador ou “pão-duro”: Você tem medo de que falte dinheiro no futuro. Então economiza o máximo que pode no dia-a-dia. A conseqüência é que não se permite usufruir da abundância e das coisas boas e belas. E o pior, para você o futuro nunca chega, porque não tem data. Duas dicas: aprenda a descobrir o que você gosta, o que você quer desfrutar da vida e faça uma lista dos seus sonhos, para realizá-los até a data que você mesmo determina.
(b) Consumista ou “mão aberta”: Você vive no presente, sem se preocupar com o futuro. Costuma satisfazer-se na hora, sem se preocupar com o amanhã. A conseqüência é que complica sua vida na hora de pagar as contas, porque não faz um planejamento do orçamento mensal. Duas dicas: o mundo não vai acabar hoje e você pode comprar o que você quiser amanhã, então, deixe para depois o que você não vai utilizar hoje. Perceba que seus maiores impulsos para compra compulsiva ocorrem quando você está triste, chateado ou sozinho. Procure se distrair, conversando com alguém, trazendo à consciência que a compra de qualquer produto não vai resolver sua carência emocional do momento.
(c) Escravo do dinheiro: Você transformou o dinheiro, que é uma energia de troca, em seu“senhor” e você em escravo. Você sabe o preço de tudo, e só se interessa por coisas e assuntos ligados a dinheiro. A dica para você é experimentar o dinheiro como meio ou instrumento de troca, para realizar o que você gosta e quer. Assim, você se libertará da escravidão, tornando- se o seu próprio “senhor”.
(d) Desligado do dinheiro: Você nem sabe direito quanto recebe, nem os preços das coisas. É bem provável que alguém cuide de você tanto quanto cuida de seu dinheiro. Esse desligamento indica que você não assume a própria vida. Para você crescer e amadurecer, precisa aterrar, tomar contato com suas emoções. Um bom começo é procurar descobrir os preços de todas as coisas que você gosta e consome.
(e) Quem tem raiva de quem tem dinheiro: Você deve ter passado muitas dificuldades financeiras na infância, assistindo pessoas muito bem de vida. Nessa relação você não vê possibilidade real de acesso ao dinheiro, daí a sua raiva dos ricos e famosos. Uma dica: hoje é possível você “fazer dinheiro” com o que você sabe e gosta de fazer, basta você aprender Educação Financeira.
(f) Confuso entre amor e dinheiro: Você confunde a energia do dinheiro com a expressão afetiva e amorosa. Isso é compreensível porque ambos, amor e dinheiro, são energias de troca. Perceba que onde falta afeto, dinheiro não compensa, mas gera uma relação de abuso afetivo e co-dependência financeira. Uma dica: prepare-se para compreender o jogo afetivo e comece a educar-se financeiramente.
(g) Educado financeiramente: Parabéns! Você faz parte de uma minoria da população. Você reconhece que o dinheiro é uma energia de troca entre pessoas para facilitar a vida. Sabe desfrutar da alegria, da beleza e das coisas boas do dia-a-dia, sem complicar seu futuro. Você tem sonhos e sabe realizá-los. O mundo está ao seu dispor. Boa Sorte!
Teste 2
Qual é sua Inteligência Financeira?
O teste abaixo avalia a forma como você lida com seu dinheiro e se você está no caminho certo para fazer seu capital crescer. Saber analisar como estão o seu orçamento mensal, os seus investimentos e o seu patrimônio. Ter objetivos definidos é característica de quem tem um alto quociente financeiro, de quem sabe lidar com suas finanças, afirma Glória Pereira. Respondendo ao teste abaixo e somando os pontos relativos a cada alternativa, você terá um diagnóstico da sua inteligência financeira e do que fazer para melhorá-la. Adaptado a partir de Neale Godfrey, "Money Doesn't Grow on Trees", Fireside/Simon & Schsuter, 1994.
1. Nos últimos 5 anos, você diria que seu patrimônio aumentou, diminuiu ou permaneceu na mesma?
a) Meu patrimônio aumentou
b) Meu patrimônio diminuiu
c) Meu patrimônio ficou na mesma
2. Neste ano, o que você acha que vai acontecer com o seu patrimônio?
a) Acho que meu patrimônio vai aumentar
b) Acho que meu patrimônio vai diminuir
c) Acho que meu patrimônio vai ficar na mesma
3. Considerando a política brasileira atual, você acredita que nos próximos 5 anos o seu patrimônio vai aumentar, diminuir ou ficar na mesma?
a) Acredito que vai aumentar
b) Acredito que vai diminuir
c) Acredito que vai ficar na mesma
4. Diante do noticiário econômico, seja de TV, rádio, jornais, revistas, internet, você:
a) Fica irritado com as notícias
b) Não presta atenção ao noticiário econômico
c) Informa-se, para estar atualizado e conversard) ? Informa-se, para tomar decisões pessoais
5. Neste ano, você leu algum livro de finanças pessoais ou educação financeira?
a) Nenhum livro, não me interesso
b) Sei tudo, não preciso ler
c) Li um livro
d) Li dois livros ou mais
6. Você costuma conversar sobre aplicações financeiras e investimentos em família e/ou na roda de amigos?
a) Converso com freqüência
b) Raramente converso sobre finanças
c) Nunca conversei sobre esse tema em família ou com amigos
7. A maioria dos seus familiares e amigos é do mesmo nível socioeconômico que você, de nível inferior ao seu, ou superior ao seu?
a) Superior
b) Mesmo nível
c) Inferior
8. Antes de começar o mês, você faz um planejamento financeiro que inclua uma previsão dos seus gastos, das suas receitas e dos seus investimentos?
a) Nunca faço planejamento financeiro antes de começar o mês
b) Faço planejamento, mas anoto só os meus gastos
c) Faço planejamento, anoto os meus gastos e guardo tudo o que sobra
d) Faço planejamento dos gastos e aplicações financeiras, para poder comprar o que quiser no futuro
e) Faço planejamento dos gastos, aplicações para comprar o que quiser no futuro e outros investimentos para o meu capital aumentar
9. Você está satisfeito com suas receitas financeiras atuais (ganhos), incluindo todas as fontes?
a) Muito satisfeito
b) Satisfeito
c) Mais ou menos satisfeito
d) Insatisfeito
e) Muito insatisfeito
10. Quantas fontes de receitas financeiras você tem atualmente?
a) Uma única fonte (ex.: salário, honorários, pensão, aposentadoria, mesada etc.)
b) Duas ou mais fontes, todas provenientes diretamente do trabalho
c) Duas ou mais fontes diversificadas (ex.: salário e honorários, comissões e receitas de investimentos, salário e receita de aluguel etc.)
d) Nenhuma fonte
11. Neste ano, quais investimentos você fez? Indique todos os tipos realizados:
a) Conservadores, como poupança e fundos de investimento de renda fixa
b) Moderados, como fundos mistos de renda fixa e renda variável
c) Arrojados, como ações, fundos de ações, dólar, fundos cambiais
d) Neste ano não fiz nenhum tipo de investimento
12. Você faz investimento em algum tipo de negócio próprio?
a) Sim
b) Não
13. Quais dos seguintes sonhos você pretende realizar nos próximos dois anos?
a) Automóvel
b) Imóvel
c) Negócio próprio (criação ou expansão)
d) Viagem ao exteriore) ? Barco, veleiro ou iate
f) Outros
g) Não tenho nenhum sonho
14. Considerando apenas o dinheiro que você tem investido, sem a entrada de novas receitas, por quanto tempo você conseguiria viver com suas reservas?
a) Nem 1 mês
b) De 1 a 6 meses
c) De 7 a 12 meses
d) Mais de 1 ano
e) Para o resto da vida
15. Quem você costuma consultar para decidir sobre aplicações financeiras? Marque todas as opções utilizadas:
a) Consultor financeiro independente
b) Gerente da conta bancária
c) Amigos e familiares
d) Internet e publicações especializadas
e) Ninguém
16. Você se sente preparado para usar cartões de crédito e cheques pré-datados sem perder o controle das suas finanças?
a) Uso cartões de crédito e pré-datados sem problemas, como facilidade de pagamentos
b) Acho que minhas dívidas são conseqüência das facilidades de crédito: cartões e cheques
c) Não uso cheques e cartões de crédito; pago tudo à vista
d) Destruí todos os meus cartões de crédito e talões de cheques
17. Como é o seu relacionamento com as suas dívidas?
a) Minhas dívidas fazem parte do meu planejamento financeiro; portanto, terei como pagá-las quando vencerem
b) Não tenho dívidas; compro somente à vista
c) Sinto que minhas dívidas estão crescendo e isso começa a me preocupar
d) Não durmo direito por causa das minhas dívidas
18. No seu planejamento do orçamento mensal, você reserva uma quantia para fazer doações para alguma instituição científica, educacional, artística, ambiental, de caridade, ou outra?
a) Sim
b) Não
19. No seu planejamento do orçamento mensal, você reserva uma parte para pagar imposto de renda?
a) Sim
b) Não
20. Quando você pensa no seu planejamento do orçamento mensal, o que sente?
a) Prazer
b) Angústia, preocupação
c) Irritação, fico nervoso
d) Não sinto nada
21. Você acredita que seja possível melhorar a forma como cuida das suas finanças?
a) Sim, estou sempre procurando melhorar a maneira como lido com o dinheiro
b) Acho que não há o que melhorar
c) Não gosto de pensar no assunto
Gabarito
Veja abaixo a pontuação de cada resposta. Some o total e leia o seu diagnóstico.
1. a) = 10 b) = 1 c) = 3
2. a) = 10 b) = 1 c) = 3
3. a) = 10 b) = 1 c) = 3
4. a) = 1 b) = 1 c) = 10 d) = 20
5. a) = 1 b) = 1 c) = 10 d) = 20
6. a) = 10 b) = 3 c) = 1
7. a) = 10 b) = 3 c) = 1
8. a) = 1 b) = 3 c) = 10 d) = 20 e) = 30
9. a) = 20 b) = 10 c) = 3 d) = 2 e) = 1
10. a) = 3 b) = 10 c) = 20 d) = 1
11. a) = 10 b) = 10 c) = 10 d) = 1
12. a) = 10 b) = 1
13. a) = 10 b) = 10 c) = 10 d) = 10 e) = 10 f) = 10 g) = 1
14. a) = 1 b) = 10 c) = 20 d) = 30 e) = 40
15. a) = 20 b) = 10 c) = 10 d) = 10 e) = 1
16. a) = 20 b) = 1 c) = 10 d) = 1
17. a) = 20 b) = 10 c) = 1 d) = 1
18. a) = 10 b) = 1
19. a) = 10 b) = 1
20. a) = 10 b) = 1 c) = 1 d) = 1
21. a) = 20 b) = 3 c) = 1
TOTAL DE PONTOS = __________
Diagnóstico do seu Quociente Financeiro
De 300 a 440 pontos. Parabéns! Você faz parte de uma seleta minoria que tem controle sobre a sua vida financeira, que gosta de se manter bem informado, se preocupa em ter uma reserva, em investir para realizar os seus sonhos e para que seu patrimônio cresça.
De 200 a 299 pontos. Bom. Você está no caminho, mas talvez não esteja completamente a par da sua situação financeira e ainda não tenha conseguido fazer um verdadeiro controle do seu orçamento. Analise quais são as suas deficiências, veja onde a sua pontuação foi menor. Com algumas correções no percurso, seu capital pode começar a crescer ou crescer num ritmo maior do que o atual.
De 100 a 199 pontos. Há vários aspectos a melhorar. Você sabe que tem problemas, mas não sabe muito bem como resolvê-los. Seria de grande utilidade você se educar financeiramente, através de leituras especializadas e conversando com quem entende do assunto. É hora de organizar melhor as suas finanças. Definir os seus objetivos é o primeiro passo para alcançálos. Sempre é tempo.
Abaixo de 100 pontos. Atenção. Você provavelmente tem sérias dificuldades para lidar com dinheiro. Não tem planejamento e vive correndo atrás do prejuízo, ganha para pagar contas ou — o que é pior — para pagar dívidas. Então, respire fundo e acredite que, se você quiser, toda sua vida poderá ser diferente. Tome as rédeas da situação. Talvez seja hora de fazer mudanças radicais na forma como você ganha e gasta o seu dinheiro.
“Poupar é adiar o consumo presente visando um
consumo maior no futuro.”
Mauro Halfeld
Planejador financeiro
“Todos devem cuidar de seu futuro. Mas poucos sabem poupar.”
Louis Frankenberg
Planejador financeiro
“Contra a inadimplência só há um remédio: planejamento realista e consciência dos limites.”
Luciano Coutinho
Economista
Planejamento financeiro garante até aposentadoria
Estudar e terminar a faculdade é a chave para ter sucesso profissional. Com essas palavras muitos pais, principalmente da classe média brasileira, educam seus filhos. Mas será que inteligência e educação de nível superior garantem êxito financeiro, aposentadoria e certeza de nunca constar no banco de dados de proteção ao crédito? Os especialistas da área financeira são unânimes: Não.
Ganhar dinheiro continua sendo uma tarefa difícil, mas a fórmula para multiplicar o dinheiro ao longo dos anos está nas mãos do cidadão, isto é, na forma como ele vai administrar os ganhos.
Os consultores financeiros vão mais longe e garantem que qualquer um, mesmo semi-analfabeto, pode transformar seu salário mínimo em reservas e conquistar a tranqüilidade na aposentadoria: basta poupar.
A maneira como gerenciamos nosso dinheiro hoje vai determinar nosso futuro. A própria fase de transição que passa o País, de economia mais estabilizada e melhor organizada, onde os salários já não sobem como no passado recente, requer do brasileiro e de suas famílias uma revisão radical sobre a melhor maneira de gerenciar a partir de agora suas finanças.
O que é Planejamento Financeiro Pessoal?
Significa ordenar a nossa vida financeira de tal maneira que possamos sempre ter reservas para os imprevistos da vida e sistematicamente, vagarosamente, construir um patrimônio (financeiro e imobiliário), que garanta na aposentadoria fontes de renda suficientes para termos uma vida tranqüila e confortável.
A influência do meio em que vivemos
Segundo os consultores financeiros, o meio em que vivemos exerce uma enorme influência sobre a forma como lidamos com o dinheiro. Se nossos amigos e colegas de trabalho são consumidores ingênuos, há uma forte tendência em seguirmos o padrão. Na família, conceitos sobre poupança e investimento passam de pai para filho. No Brasil ainda há poucos textos sobre finanças pessoais e a maior parte da cultura financeira de uma família ainda é adquirida de uma maneira informal.
Os consultores ressaltam que as pressões da sociedade e pessoas que nos cercam são determinantes. Nos tornamos consumistas, desejando muitas vezes adotar estilos de vida que não são os nossos, apenas para nos igualarmos a pessoas que admiramos. Os consultores alertam que devemos conhecer perfeitamente nossas limitações e viver de acordo com nossas receitas, o que geralmente não acontece.
Ao comprar, pare e conte até 10
Poupar com sabedoria e gastar com prudência devem ser a meta do consumidor de hoje, aconselham os pesquisadores da área financeira.
Os consultores afirmam que o dinheiro que ganhamos pode não dar para comprar tudo, mas é suficiente para a maior parte das coisas que precisamos. É uma questão de planejar e determinar quais são os seus valores de consumo e os de sua família.
O primeiro passo, ensinam os consultores, é contar até 10 (ou até 20 se for preciso) antes de comprar um bem e, durante esses poucos segundos, questionar: Isso é uma prioridade para mim? Será que estou comprando isso só para satisfazer a minha vaidade e deixar alguém com inveja ou por que preciso?
De acordo com os consultores financeiros, são mais comuns os gastos inúteis com carro, eletrodomésticos e produtos eletrônicos, que seriam melhor aproveitados se fossem investidos em uma aplicação financeira para garantir o futuro.
Os gastos supérfluos são aqueles que impedem as chances de se ter uma poupança e, dependendo do caso, nos colocam em situações constrangedoras, como a de ter um cheque devolvido por falta de fundos ou ainda, constar no banco de dados de proteção ao crédito.
Antes de comprar, a pessoa deve analisar a relação custo–benefício que aquele produto vai proporcionar. Vale a pena comprar um produto que custa mais do que um modelo similar, só porque tem um detalhe novo? Justifica-se pagar o triplo por um aparelho de som, quando existe outro mais barato, só porque ele tem uma série de funções que provavelmente você nunca vai usar?
Os consultores alertam: o principal corte em despesas inúteis que uma família pode fazer é nos gastos com juros. Segundo pesquisas, 25% da renda vai embora em juros.
Cuidado com compras a prazo
Estudos nacionais da Serasa revelam que quanto maior o número de parcelas oferecido ao consumidor maior é o risco de inadimplência.
Ou seja, à medida que aumenta o prazo do cheque para compensação, o risco de que ele não tenha fundos cresce exponencialmente.
De acordo com os estudos, houve um alongamento nos prazos de recebimento de cheques pré-datados nos últimos anos.
O aumento da inadimplência com o passar do tempo pode ser atribuído, de um lado, a uma parte dos lojistas, que, ao esticar os prazos, não usa metodologias adequadas de análise de crédito, e, de outro, ao consumidor, que não planeja o seu orçamento.
O cheque à vista é um instrumento de pagamento muito seguro. O problema é que muitos lojistas passaram a confiar no pré-datado como se ele fosse um cheque à vista. Só que os riscos não são iguais.
O cheque pré-datado é um excelente instrumento de pagamento, desde que seja tratado pelo lojista como uma venda a prazo. Isso significa ter métodos para analisar a capacidade de pagamento do cliente ao longo do tempo. Não basta consultar o primeiro cheque para saber se a venda é boa ou não. É preciso uma gestão mais técnica dos cheques.
Quanto ao consumidor, o que se observa é que, aparentemente, a maioria não faz planejamento a longo prazo. Quando compra os presentes, no Dia das Crianças, em outubro, em seis parcelas, ele não costuma parar para pensar que, em dezembro, haverá mais despesas com o Natal e, em janeiro e fevereiro, terá gastos extras, como IPVA, uniforme e material escolar. Além disso, não trabalha com a possibilidade de um imprevisto, como doença ou desemprego.
Dicas da Serasa para Defender seu Crédito Pessoal
• Cheque é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, lembre-se de que ele poderá ser descontado imediatamente.
• Não circule com talões de cheques, ande apenas com a quantidade de folhas que pretende utilizar no dia. Faça o mesmo com os cartões de crédito, leve apenas o que vai utilizar.
• Ao sustar o cheque, você não estará livre da obrigação de pagamento, nem de ser protestado pelo fornecedor de produtos e serviços, exceto nos casos de perda, furto ou roubo, e mediante a apresentação de boletim de ocorrência.
• Cheque pré-datado é uma forma de se obter crédito com o compromisso de que nos dias combinados o valor anotado poderá ser sacado pelo credor. Lembre-se de controlar esses cheques em seu orçamento, anotando os valores e respectivas datas.
• Em caso de roubo ou extravio de cheques, comunique imediatamente a sua agência bancária e faça um boletim de ocorrência. Você também poderá prevenir-se contra fraudes, ligando, de qualquer lugar do País, para o plantão Serasa, telefone 11 33 Serasa. A Serasa manterá um cadastro provisório que ficará disponível para empresas usuárias. Lembre-se que esse Serviço Gratuito de Proteção ao Cidadão é provisório, protegendo o cidadão contra o uso indevido dos cheques. Portanto, assim que o seu Banco abrir, dirija-se à sua Agência para sustar oficialmente os cheques.
• Assuma compromissos financeiros, considerando o seu orçamento doméstico, com a certeza de poder honrá-los.
• Não empreste seu nome para terceiros. Evite assumir compromisso cujo pagamento futuro será responsabilidade de outros.
• Caso tenha alguma dificuldade para honrar o compromisso no vencimento, negocie com o seu credor outra forma de pagamento para a dívida vencida.
• Conheça os prazos de atrasos em pagamentos utilizados pelos credores (Financeiras, Administradoras de Cartão de Crédito e outros) para cadastrar as pendências financeiras nos bancos de dados de proteção ao crédito.
• Mantenha seu endereço de correspondência sempre atualizado nas Instituições ou empresas com as quais mantém relacionamento de crédito.
• Não forneça dados pessoais por telefone.
• Quando fizer compras com cartão de crédito, acompanhe a operação do pagamento não perdendo o cartão de vista.
• Se o boleto de compra com cartão de crédito apresentar carbono, inutilize-o após a assinatura.
• Se fizer compras pela Internet, procure saber se o site é confiável e faz uso de algum sistema de segurança para fazer a transação sem risco.
• O cartão de crédito é pessoal. Nunca o empreste a terceiros.
Cuidados especiais com os talões de cheques
• Quando receber um novo talão, confira os dados referentes ao nome, número da conta corrente e CPF.
• Confira a quantidade de cheques que compõem o talão e destrua os talões de contas inativas.
• Tome o máximo de cautela na guarda dos talões.
• Destaque a folha de requisição e guarde em separado, e nunca deixe requisições ou cheques assinados no talão.
• Anote os lançamentos no canhoto.
• Não deixe seu cartão de garantia sem sua assinatura.
• Separe os cheques de qualquer documento pessoal e, ao preenchê-lo, elimine os espaços vazios, evite rasuras, não utilize caneta hidrográfica ou com tinta apagável, evite canetas oferecidas por terceiros e emita sempre cheques nominais e cruzados.
• Nunca utilize máquina de escrever com fita à base de polietileno.
• Lembre-se: os bancos não se responsabilizam pelo pagamento de cheques perdidos, extraviados, falsos ou falsificados, se a assinatura do eminente não for facilmente reconhecível em confronto com a existente em seus registros.
O que diz a Febraban* sobre cheques
Formas de emissão
Ao portador - O cheque só pode ser emitido ao portador (sem a indicação do beneficiário)
até o valor de R$ 100,00.
Nominal - A partir de R$ 100,00, o emitente é obrigado a indicar o nome do beneficiário (pessoa ou empresa a quem está efetuando o pagamento). O cheque nominal só poderá ser pago pelo banco mediante identificação do beneficiário ou de pessoa por ele indicada no verso do cheque (endosso), ou ainda através do sistema de compensação, caso seja depositado.
Cruzado - Tanto o cheque ao portador quanto o nominal podem ser cruzados, com a colocação de dois traços paralelos, em sentido diagonal, na frente do documento. Nesse caso, só será pago através de depósito em conta corrente.
Administrativo - é o cheque emitido pelo próprio banco. Pode ser comprado pelo cliente
em qualquer agência bancária. O banco o emite em nome de quem o cliente efetuará o pagamento.
Especial - Assim denominado porque o banco concedeu ao titular da conta um limite de crédito, para saque quando não dispuser de fundos. O cheque especial é concedido ao cliente mediante contrato firmado previamente.
Cheque pré-datado
Pela lei, um cheque é pagável quando for apresentado ao banco, mesmo que tenha sido emitido com data posterior. Assim, se um cheque pré-datado for apresentado para pagamento antes do dia previsto, o banco terá de pagá-lo ou devolvê-lo por falta de fundos. Caso isso ocorra, o correntista poderá ser prejudicado.
Cheque pré-datado só deve ser dado quando houver certeza de que o credor irá depositálo nas datas combinadas. Lembre-se de controlar esses cheques em seu orçamento, anotando os valores e respectivas datas.
Prazo de prescrição
O cheque prescreve 180 dias depois de sua apresentação, que deverá ser feita em 30 dias, se for na mesma praça em que foi emitido, ou em 60 dias, caso ocorra fora dela. Prazos de liberação de depósitos em cheques de outros bancos
Os cheques de outros bancos depositados na conta bancária do cliente são encaminhados ao Serviço de Compensação de Cheques e outros Papéis, regulado pelo Banco Central e executado pelo Banco do Brasil, com a participação dos demais bancos.
O prazo de liberação do valor dos cheques da praça é de:
24 horas, se forem de valor igual ou superior a R$ 300,00;
48 horas, se forem de até R$ 299,99.
Os prazos de liberação do valor de cheques de outras praças, liquidados pela compensação nacional, variam de três a seis dias úteis. Cheque sem fundos
O cheque poderá ser devolvido quando o emitente não tiver fundos suficientes para o seu pagamento. Inclusão no Cadastro dos Emitentes de Cheques sem Fundos
O cheque devolvido por falta de fundos na segunda apresentação obriga o banco a incluir seu emitente no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Banco Central. Se a conta for conjunta, a legislação determina que também sejam incluídos no CCF os nomes e números no cadastro de contribuintes (CIC/CPF) de todos os demais titulares da conta.
O banco é obrigado a comunicar ao emitente - ou ao primeiro titular, em caso de conta conjunta - a inclusão desses registros no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundo. Mantenha seu endereço de correspondência sempre atualizado nas instituições ou empresas com as quais mantém relacionamento de crédito. Fica a critério do banco a decisão de abrir, manter ou encerrar a conta de depósitos à vista do correntista titular que figure no CCF. É proibida, porém, a entrega de novos talões a correntista cujo nome figure no CCF.
Primeiros passos* para não cair na armadilha da inadimplência
• O primeiro passo é se conscientizar que o dinheiro não é elástico, por isso é importante saber o que é imprescindível e guardar uma parte. Nós somos os responsáveis pelo nosso futuro.
• O segundo é reunir a família. Faça um levantamento de todos os gastos, inclusive com o cafezinho. O casal deve sempre decidir em conjunto onde cortar gastos, quanto guardar e onde pôr o dinheiro.
• O terceiro é traçar objetivos: metas de curto, médio e longo prazos.
• O quarto é abandonar a onda de consumismo (saia de casa com apenas uma folha de cheque na carteira e adquira o hábito de sair de casa com o dinheiro contado).
• O quinto é começar a economizar nas pequenas coisas (dar valor ao dinheiro que ganha com muito suor):
- Utilizar racionalmente o telefone celular;
- Trazer o sanduíche de casa;
- Comprar um aditivo para o carro e abastecê-lo com gasolina comum;
- Habituar-se a apagar a luz toda vez que sair de um recinto e usar lâmpadas menos potentes em certos ambientes;
- Fechar bem a torneira para que ela não fique pingando;
- Diminuir a chama do fogão quando os alimentos começarem a ferver;
- No verão, colocar o chuveiro elétrico na posição “Verão”;
- Pesquisar preços antes de comprar qualquer produto. Não ter vergonha de sair da loja e comprar no vizinho que é mais barato;
- Ficar atento aos preços das tarifas públicas, como água e luz, que têm sofrido reajustes elevados.
• O sexto é não avançar no limite do cheque especial – já que as taxas de juros são elevadas. É bom não esquecer que esse limite não é um salário a mais. Tentar diminuir gradativamente o endividamento e só comprar à vista.
- Cheque pré-datado: ao utilizá-lo, faça constar do pedido ou da nota fiscal os números dos cheques pré-datados e as datas previstas para os descontos.
- Os valores deverão fazer parte do orçamento do consumidor.
• O sétimo é não parcelar as compras no cartão de crédito, para não arcar com juros de cerca de 8% e 9% ao mês, respectivamente, ou taxas de 152% a 181% ao ano.
• Cartão de crédito: o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. O consumidor deve verificar a conveniência de ter mais de um cartão (alguns consultores são contra ter mais de um), não se esquecendo de incluir, nas despesas, as anuidades. Convém o pagamento integral da fatura. Os juros cobrados no parcelamento são elevados.
• O oitavo é cortar supérfluos.
• O nono é elaborar um orçamento doméstico.
• O décimo é fazer uma pequena reserva no fim do mês, que irá se multiplicar nos meses seguintes, se você tomar gosto pelo hábito da poupança. Um cofrinho em casa é um começo. Tenha sempre como reserva o valor equivalente ao de um salário na conta corrente. Poupar vai aumentar sua auto-estima.
• Não há fórmula mágica para melhorar de vida. As pessoas de baixa renda devem buscar serviços extras, aproveitando seu tempo livre ao máximo.
Dicas do Procon Curitiba ao Inadimplente
Na maioria dos casos, a situação de inadimplência pode ser causada por:
- Financiamentos/compras a prazo – falta de pagamento de compras financiadas/crediário.
- Cheque sem fundo – cheque à vista ou pré-datado dado em pagamento e devolvido pela segunda vez por insuficiência de fundos.
- Título protestado em Cartório.
- Saldo negativo em Banco.
- Dívida em cartão de crédito.
Ao tomar conhecimento de dívida vencida e não paga ou ser comunicado de anotação em Banco de Dados e Cadastros de Consumidores, leve em consideração o seguinte:
1-O inadimplente pode reabilitar o seu crédito a qualquer momento.
2-As dívidas devem ser quitadas diretamente com os credores (financeiras, bancos, cartões, lojas e fornecedores), sem ajuda de empresas especializadas.
3-Nunca recorrer ao agiota para pagar uma dívida, assumindo outra de valor muito maior. Isso significa se endividar ainda mais.
4-Negocie prazos maiores para pagamento, em parcelas menores ou abatimento substancial para liquidação da dívida à vista.
5-Caso a dívida esteja em alguma empresa de cobrança, será caracterizada como cobrança extrajudicial.
6-O inadimplente, ao ser cobrado por empresa especializada (Serviços de Cobrança), só deve pagar, além do principal, juros e mora previstos no contrato de financiamento ou crediário. As demais despesas são de responsabilidade da empresa credora.
Ele não deve pagar:
- Honorários advocatícios;
- Telefonemas interurbanos;
- Locomoção para cobranças em outras cidades;
- Despesas com correspondência;
- Notificações via Cartório.
7-Exija, por escrito, tudo que foi combinado verbalmente.
8-Assim como, exija e guarde sempre os comprovantes de pagamentos efetuados.
9-Se o débito for decorrente de crediário ou cheque sem fundo e estiver em cartório, basta pagar o valor impresso na intimação.
Dicas do Procon São Paulo - Cartão de Crédito
Cartão de crédito: não deixe espaços para problemas
O cartão de crédito é uma forma de pagamento muito utilizada no comércio convencional e, mais moderadamente, em compras eletrônicas. Mas, devido a problemas como furto, roubo e clonagem, que cercam o seu uso, é bom ficar atento às dicas dos técnicos da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo. No primeiro semestre de 2005, foram registradas nesse órgão 472 reclamações sobre o assunto.
Ao assinar a proposta de adesão junto à administradora do cartão, o consumidor deverá ler atentamente todas as cláusulas, riscando espaços em branco. Deverá verificar, também, se o contrato assinado refere-se ao tipo de cartão escolhido, que pode ser de crédito, de débito, de fidelidade, de desconto, de loja etc. Nele, devem constar a data de vencimento, o valor da anuidade e o índice de reajuste, que variam de cartão para cartão.
Alguns cartões cobram juros a partir da data da compra, geralmente os de supermercados; portanto, informe-se antes de usá-los.
Para cartões adicionais (cônjuges, filhos etc.) podem ser cobradas anuidades,e seus gastos são de responsabilidade do titular.
Para o melhor aproveitamento dos prazos para a quitação da fatura, antes de efetuar suas compras, verifique qual o melhor dia, de acordo com a data de vencimento do cartão.
Não existe preço diferenciado para o pagamento à vista e com cartão; portanto, na insistência do fornecedor, recuse e denuncie essa prática.
O pagamento pode ser feito integralmente na data do vencimento da fatura, ou parceladamente, quando a administradora do cartão estipula um valor mínimo a ser pago no prazo limite. Quanto ao saldo, o usuário poderá, a cada vencimento, “rolar” o excedente do mínimo preestabelecido naquela data. Pode-se, ainda, usar o cartão para parcelar as compras em quantas vezes a loja consentir, sendo facultativa a cobrança de juros. O valor de cada parcela entrará na fatura do mês correspondente. Nesses casos, o valor total da compra parcelada pode fazer parte do cálculo do crédito utilizado. Fique alerta aos lançamentos efetuados na sua fatura, certificando-se de que sejam referentes a compras realmente realizadas por você.
Antes de optar por uma dessas formas de pagamento, é recomendável avaliar as vantagens e desvantagens, calculando os juros do período para o saldo devedor, uma vez que eles incidirão sobre o que for financiado.
Algumas administradoras demoram até cinco dias úteis para liberar o cartão que foi pago no vencimento, mas em que tenha sido utilizado todo o limite de crédito.
Nas compras eletrônicas, os técnicos do Procon-SP orientam para que se evite o uso de cartão de crédito. Procure optar pelo boleto bancário; na impossibilidade, tente vincular o pagamento à entrega do produto ou serviço. Mas, se não for possível, informe-se minuciosamente sobre o sistema de segurança oferecido pelo site.
Nunca assine comprovantes em branco, e na hora da compra, se o preenchimento for manual, o que ocorre com menos freqüência, exija que o decalque seja feito na sua presença, verificando se todas as vias estão preenchidas. Havendo erro ou rasura, exija que seja inutilizado e refeito. Solicite que o carbono seja rasgado, para não serem feitas cópias dos números e, conseqüentemente, duplicata falsificada do cartão. Por fim, quando o cartão for devolvido, confira se não houve troca.
O consumidor deve ficar atento para um hábito entre bancos e administradoras de cartões de crédito, de afinidade e/ou desconto: o de enviar o cartão sem solicitação prévia. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, artigo 39, parágrafo III, essa é uma prática abusiva que, portanto, desobriga o consumidor a pagar anuidade ou qualquer outro valor. Se o consumidor optar por utilizar o cartão, ele tem direito a uma anuidade gratuita (§ único do artigo 39: “Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento”).
Em caso de perda, extravio ou furto, o titular do cartão de crédito deverá comunicar o ocorrido imediatamente à administradora. Outros valores lançados na fatura, que não sejam reconhecidos pelo consumidor, também deverão ser indagados junto à administradora.
Cartões de Crédito: Veja as dicas do Procon São Paulo
1. Como deve o consumidor proceder ao receber fatura na qual não reconhece algum lançamento?
O consumidor deve entrar em contato imediatamente com a administradora de cartões e registrar reclamação, impugnando os lançamentos.
2. Qual o procedimento a ser adotado quando a administradora não estornar os lançamentos indevidos?
O consumidor deverá formalizar reclamação em um órgão de defesa do consumidor, no Juizado Especial Cível (valores até 20 salários mínimos sem advogado e até 40 salários mínimo com advogado) ou na Justiça Comum.
3. Qual é a sistemática adotada para o pagamento do cartão de crédito?
A administradora de cartão de crédito normalmente disponibiliza algumas datas de vencimento da fatura. O consumidor, ao fazer sua opção, passará a receber as faturas para o pagamento na data ajustada. A falta de recebimento da fatura não exime o consumidor do pagamento, devendo ele contatar a administradora antes do vencimento e efetuar o pagamento mediante boleto avulso ou outra forma disponível. A escolha da data de pagamento permite que o consumidor programe seus gastos, mas a operadora não é obrigada a trocar a data de vencimento, de acordo com as necessidades do consumidor, após a data de contratação.
4. Quais as opções de pagamento da fatura?
As opções de pagamento são quatro:
- o consumidor paga a fatura com o valor integral, na data de vencimento;
- o consumidor pagará o valor discriminado como pagamento mínimo, que em média corresponde a 20% do valor integral da fatura, e utiliza o chamado “crédito rotativo”. Assim o consumidor estará financiando o saldo da diferença verificada entre o valor total da fatura e o valor pago;
- o consumidor poderá ainda efetuar pagamento maior que o mínimo. Nessa opção o saldo será acrescido dos encargos contratuais (taxas de financiamento) que serão cobrados na próxima fatura;
- ao consumidor, no ato da aquisição de produtos ou serviços nos estabelecimentos filiados, é oferecida a opção de parcelar a compra, podendo ocorrer eventuais acréscimos de juros no parcelamento.
5. Os juros incidem sobre o valor total da fatura, na opção de crédito rotativo?
No financiamento, os juros somente incidem sobre o saldo verificado entre o valor da fatura e o valor pago.
Exemplo:
- Valor para pagamento total até o dia 30: R$ 400,00
- Valor para pagamento mínimo: R$ 80,00
- Valor do saldo: R$ 320,00
Portanto, somente ao saldo de R$ 320,00 é que serão acrescidos os juros, em virtude de o consumidor ter optado por essa modalidade de pagamento.
6. As taxas de financiamento na modalidade de crédito rotativo sofrem algum tipo de limitação?
No Brasil, as taxas não são tabeladas e variam em função de diversos fatores. Portanto, o consumidor deverá ter cautela ao aderir a qualquer modalidade de financiamento.
Na fatura do cartão de crédito deverão estar expressas a taxa de juros que incidirá no período da fatura e, ainda, a do próximo período.
7. A administradora de cartões pode retirar a opção do pagamento mínimo, na modalidade de crédito rotativo, em caso de atraso ou inadimplência, e exigir o pagamento do valor total da fatura?
Após o vencimento da fatura, o valor lançado pode ser cobrado a qualquer momento, podendo a administradora retirar a opção do pagamento mínimo e exigir o valor integral da fatura.
8. A administradora é obrigada a parcelar o débito, nos casos em que o consumidor tenha dificuldades de pagamento?
A administradora não é obrigada a parcelar o débito. O valor lançado nas faturas após o vencimento e os encargos poderão ser cobrados a qualquer momento.
Toda negociação da dívida implicará em novo ajuste entre as partes.
9. Quais são os encargos por atraso que podem incidir no cartão de crédito?
Multa moratória de 2%, juros de mora de 1% e taxa de refinanciamento.
10. É seguro contatar a administradora de cartões de crédito somente através da central de atendimento, a fim de esclarecer dúvidas, questionar lançamentos, ou ainda, solicitar o bloqueio ou cancelamento do cartão?
Atualmente, a telefonia e a informática contam com recursos avançados; porém, para a comprovação do contato, é recomendável que sejam registrados alguns dados, como nome do atendente, número de protocolo, horário, data e assunto tratado. Sugere-se ainda que questões mais complexas sejam também tratadas por escrito, através de remessa de carta com aviso de recebimento.
Dicas do Procon São Paulo - Bancos
Tarifas Bancárias
A utilização de bancos é praticamente indispensável aos cidadãos. Contas e impostos, salários e seguros-desemprego são exemplos de transferência de dinheiro normalmente intermediada por um banco, sem que muitas alternativas sejam concedidas aos consumidores. De acordo com a Resolução 2.303, de 25/07/96, emitida pelo Conselho Monetário
Nacional, vários serviços que sempre foram oferecidos gratuitamente podem ser cobrados a preços estipulados pela própria instituição financeira. Conhecer as regras do sistema é essencial para evitar gastos desnecessários. Mas isso não é tudo. A fim de proteger seu nome e crédito na praça, o consumidor deve procurar conhecer melhor os regulamentos bancários.
Como utilizar corretamente o talonário
Primeiramente, saiba que o cheque pré-datado não é regulamentado, ou seja, é pagável no dia da apresentação e poderá ser devolvido por insuficiência de fundos caso a conta esteja descoberta. Assim, no caso de contratação com cheques pré-datados, forma cada vez mais usada de pagamento parcelado, os cuidados são maiores. Uma vez que o cheque é
uma ordem de pagamento à vista, o consumidor que optar pelo cheque pré-datado deve fazê-lo nominal à loja ou ao prestador de serviços. Observe, no verso do cheque, a destinação do mesmo e a data de depósito. Exija o recibo, o pedido ou a nota fiscal, no qual deverá constar essa modalidade de pagamento de forma clara e precisa, inclusive com os números dos cheques e as datas para depósito. O Poder Judiciário tem reconhecido a validade dessa forma de contratação determinando, inclusive, indenizações a consumidores que não tiveram respeitado oque foi ajustado previamente.
Ao utilizar cheques para pagamento de aquisições, obrigações, impostos etc., lembre-se de discriminar no verso a que se refere a emissão do cheque, anotando dados como nº. de nota fiscal, fatura ou nota cambial, especificando a data de vencimento da conta, do imposto, do aluguel etc.
Saiba que cheques “à ordem”, mesmo nominais, podem ser transferidos a outras pessoas por endosso, ou seja, assinando-os no verso. Para que o cheque seja recebido exclusivamente pelo favorecido, o emitente tem de torná-lo nominal, escrevendo, após o nome do beneficiário, a expressão “não à ordem”, ou “não transferível” ou “proibido o endosso”.
Cuidados na emissão de cheques
A segunda apresentação de um cheque sem fundos implica a inclusão do correntista no Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF) do Banco Central. No caso de conta conjunta, a penalidade é imposta ao titular. Cabe ao banco a decisão de encerrar ou não a conta do cliente cujo o nome figure no CCF*.
É também facultada à instituição recusar a abertura de contas nessas condições. Enquanto o correntista figurar no CCF é proibido o fornecimento de talão, podendo utilizar-se de cheque avulso e de cartão magnético.
O portador de um cheque sem fundos pode exigir do emitente, judicialmente, além da importância do cheque não pago, os juros legais, as despesas incorridas e a correção monetária das importâncias envolvidas.
Sustação do pagamento
A sustação ou oposição do pagamento é uma ordem imediata, por escrito, feita ao banco, na qual constam dia e hora da comunicação. O cheque sustado não inviabiliza a cobrança judicial ou protesto. Em caso de furto, além da sustação dos cheques, o correntista deve registrar o boletim de ocorrência policial e tomar as providências necessárias em relação a um eventual protesto de cheques roubados.
Prescrição do cheque
Se o cheque não for apresentado para pagamento, decorridos seis meses da data de sua emissão (mais 30 dias, se da mesma praça, ou 60 dias se de praças diferentes), será recusado ou devolvido pelo banco. O correntista deverá, portanto, manter fundos disponíveis para aquele cheque nesses períodos.
Após o que, embora não esteja desobrigado de honrar os compromissos que originaram o título, não arcará com juros legais e as demais penalidades em que incorrerem os emitentes de cheques sem fundos.
A prestação de serviços
Os bancos estão autorizados a celebrar convênios para pagamento de tributos, prêmios de seguros, contas de água, luz, telefone etc.
Não pode haver discriminação entre clientes e não clientes. A legislação permite que os bancos reduzam o horário de atendimento de seis horas e meia para cinco horas diárias ininterruptas, devendo este atendimento, obrigatoriamente, abranger o período compreendido entre 12 e 15 horas, horário de Brasília (Portaria nº 2.301, de 25/7/96). Saiba, ainda, que você tem direito a usufruir de serviços com padrões adequados de qualidade, segurança e eficiência.
Escolha a instituição financeira que respeite seus direitos.
Cuidados especiais com os talões de cheques
Para elaborar um bom orçamento doméstico basta listar todos os gastos, anotar tudo. Provavelmente vai levar mais de um dia, pois na primeira tentativa, você vai esquecer muita coisa. É normal.
Dê um valor a cada uma das despesas listadas. Para isso, recomenda-se ter à mão recibos, notas fiscais, tíquetes de supermercados e outros comprovantes
de despesas.
Nesse momento, você vai anotar o valor da mensalidade da escola das crianças, da prestação da casa e do carro e até quanto gasta por mês com o cafezinho, o pingado e o pãozinho na chapa que consome, todos os dias, na padaria da esquina, antes de ir para o trabalho. Toda despesa pequena, mas freqüente, deve ser registrada, orientam os consultores.
Após listar tudo, convoque toda a família, as crianças inclusive, para estudar cada despesa. Defina os gastos prioritários e onde a tesoura vai agir. Esse é o momento mais difícil. Sempre há discordância.
Com paciência, entretanto, todos vão entender que sairão ganhando, garantindo tranqüilidade no futuro.
Tipos de despesas:
Despesas periódicas: elas não ocorrem todos os meses, mas é possível prever quando irão ocorrer. É o caso do IPTU, do IPVA, do licenciamento e seguro do carro.
Despesas sazonais: também são previsíveis e devem ser consideradas no orçamento. É o caso de gastos com uniforme e material escolar, presentes nas datas comemorativas (Dia das Mães, dos Pais etc.).
Despesas imprevistas: são um problema para quem não tem reserva e ainda se equilibra no limite do cheque especial. Pode ocorrer, por exemplo, quando se necessita com urgência dos serviços de um mecânico, pedreiro, entre outros. Em todas essas situações, é conveniente pesquisar bem os preços.
Mensalidades (escolares, convênios, clubes etc.): convém ler com atenção as cláusulas referentes às datas de vencimento, sanção prevista em contrato e adequar vencimentos a datas posteriores à do recebimento do salário.
Aluguel e condomínio: o ideal é não comprometer mais do que um terço do orçamento com o aluguel e o condomínio, e pagar sempre em dia essas despesas para evitar multas e juros.
“O maior desafio para construir uma vultosa poupança está na dor que imediatamente é sentida quando se renuncia ao consumo imediato, na esperança de ser recompensada em um futuro ainda mais distante.
Para jovens, principalmente, esse é um desafio muitas vezes insuportável.”
Mauro Halfeld
Planejador financeiro
“Desejar muito alguma coisa é positivo e sadio, mas adquirir este bem a qualquer preço, sem refletir a sua necessidade e oportunidade, é no mínimo uma irresponsabilidade, que pode custar caro à saúde financeira de sua família.”
Louis Frankenberg
Planejador financeiro
“Futuro financeiro tranquilo requer previdência: poupar com persistência e nunca endividar-se com juros altos.”
Luciano Coutinho
Economista
Renegociar dívidas e vender bens são soluções
Para quem deixou de fazer o planejamento dos gastos domésticos para este ano, os consultores alertam: prepare-se! O começo de todo ano costuma ser mais crítico. É nesta época que as pessoas percebem o reflexo da concentração de boa parte das dívidas contraídas no fim do ano. Como se não bastasse, os débitos coincidem com os pagamentos do IPVA e IPTU e com as despesas escolares.
Um outro fator preocupa no início do ano. Existe uma tendência de concentração de reajustes de serviços.
Para quem está endividado, o conselho dos consultores financeiros é cortar despesas não essenciais e iniciar um ataque simultâneo em várias frentes à gastança. Na lista de cortes dos consultores financeiros, o celular é o primeiro. Segundo os pesquisadores, o consumidor deve-se conscientizar que necessário é o supermercado, o aluguel, a água, a luz, o gás, o telefone fixo e a gasolina.
Renegociação de dívida
Quem está com as prestações em atraso e não consegue resolver o problema, nem com o corte de despesas, pode tentar renegociar sua dívida com a financeira na qual pegou o crédito. A renegociação é apontada por especialistas da área financeira como uma tendência de mercado.
Muitas instituições fazem campanhas de renegociação com os clientes inadimplentes, inclusive oferecendo descontos, normalmente a partir de outubro, ou seja, nos meses que antecedem o Natal – o melhor período para as vendas no varejo. As financeiras, por exemplo, costumam fazer “promoções” aos clientes endividados, oferecendo descontos nos juros e às vezes até mesmo no valor principal da dívida.
Para as financeiras é interessante renegociar por duas razões: tentar diminuir o prejuízo, que já é um fato, e permitir que essa mesma pessoa, ao regularizar sua situação no mercado, possa voltar a comprar a prazo.
Os consultores orientam o consumidor a sempre analisar a conveniência da proposta e verificar se não está trocando seis por meia dúzia. Procure especialistas ou o Procon para conferir a renegociação.
Faça as contas antes de pedir dinheiro
Se possuir dinheiro guardado, antes de solicitar qualquer empréstimo, o consumidor deve fazer as contas. Isso porque em muitos casos é provável que valha mais a pena mexer nos investimentos.
Segundo os especialistas, tem muita gente que se recusa a resgatar o que poupou e prefere fazer um empréstimo, mas dificilmente uma aplicação apresentará rentabilidade maior do que o valor dos juros cobrados no mercado.
Dez dicas* para quem perdeu o controle
1 Seguir as dicas do quadro “Primeiros passos para não cair na armadilha da inadimplência” (p. 40).
2 Se desfaça de um bem, o carro, por exemplo, para eliminar uma dívida.
3 Pratique a avareza. Neste caso não é pecado.
4 Corte a TV a cabo e o celular, prefira um pré-pago.
5 Passe um ano sem comprar roupas novas.
6 Volte a freqüentar o sapateiro da esquina, tire do baú os modelitos que aposentou na última estação.
7 Passe longe dos shopping centers.
8 Renegocie dívidas, quando nem o corte de despesas não-essenciais resolver o problema. Cuidado para não cair num golpe e não trocar uma dívida por outra (leia o texto “Renegociação de dívida” - p. 62).
9 Saia do cheque especial e busque um empréstimo pessoal, mas antes confirme se os juros e as condições são favoráveis. A mesma dica é dada para quem está com dívida no cartão de crédito. Ou procure um empréstimo familiar. Mantenha sempre uma“ficha limpa” com seus familiares e amigos, pagando rigorosamente em dia seus empréstimos. Essa costuma ser a mais barata fonte de crédito.
10 Adquira o hábito de comprar à vista e adie a compra enquanto não tiver o dinheiro todo. Uma interessante alternativa é buscar comprar bens usados que, geralmente, são muito mais baratos. Livros, eletrodomésticos e móveis podem muito bem ser adquiridos em“segunda-mão”. Nos EUA isso é muito comum até para a classe média.
Gastar demais pode ser sinal de doença
Muitos são os motivos que levam uma pessoa a comprar: a necessidade, a diversão, os modismos, a importância, o status e o apelo mercadológico do comércio. Mas há quem consuma pelo simples prazer de comprar, de adquirir alguma coisa independente da sua utilidade ou significado.
O ato de comprar indiscriminadamente é uma doença chamada oneomania, que atinge as pessoas caracterizadas como compradoras compulsivas. A oneomania é um distúrbio bastante controvertido do ponto de vista psiquiátrico e psicológico.
Alguns especialistas consideram a oneomania uma doença obsessiva-compulsiva. Nesse caso, a pessoa teria outros comportamentos compulsivos característicos, além de comprar – como contar objetos sem conseguir parar, por exemplo. No caso desses sintomas estarem ausentes, a oneomania é considerada um distúrbio no controle dos impulsos.
O Brasil pode ter 3% de compradores compulsivos
No Brasil, não há estatísticas de quantas pessoas sofrem de consumo compulsivo, mas existem estimativas de que esse número equivaleria a 3% da população.
Nos Estados Unidos, os oneomaníacos representam cerca de 1% da população do país e no Reino Unido esse percentual sobe para 3% entre os adultos e 8% entre os adolescentes. As estimativas de prevalência da oneomania variam de 1,1% a 5,9% na população geral.
Oneomania atinge principalmente as mulheres
Segundo o neuropsicólogo Daniel Fuentes, coordenador de Ensino e Pesquisa do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a proporção é de quatro mulheres para cada homem com a doença.
Os especialistas ainda não sabem precisamente o porquê da oneomania ser mais comum em mulheres, mas acreditam que o motivo está diretamente relacionado a condições culturais. Os fatores que levam a doença a afetar principalmente as mulheres são objeto de estudo da equipe do AMJO.
Para Fuentes, a doença pode estar associada a transtornos do humor e de ansiedade, dependência de substâncias psicoativas (álcool, tóxicos ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e de controles de impulsos.
A oneomania também emerge para aliviar sentimentos de grande frustração, vazio e depressão. É um desejo de possuir, de ter poder, que fica reprimido. Ao não conseguir dar vazão ao seu desejo, a pessoa sofre uma enorme pressão interna que a leva à necessidade de possuir coisas novas como única forma de prazer, explica a psicóloga Denise Gimenez Ramos, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.
Os oneomaníacos têm o consumo como vício, assim como um alcoólatra que necessita da bebida. Enquanto está comprando, a pessoa sente alívio e prazer dos sintomas, que passado um tempo voltam rapidamente. O efeito do ato de comprar é semelhante ao de tomar uma droga.
Compulsivo demora para admitir problema
Assim como todos os dependentes, os compulsivos demoram a assumir seu problema. A idade média de início da doença é aos 18 anos, no entanto o comportamento só é percebido como problemático 10 anos mais tarde.
Uma pessoa pode passar anos comprando compulsivamente e adquirindo dívidas de até dez vezes a sua renda mensal, até perceber que sofre de uma doença. A ajuda só é procurada quando a situação financeira da pessoa e, na maioria das vezes, a de sua família, chega a uma condição insustentável.
Segundo especialistas, há tratamento para a oneomania, mas ainda não existe um remédio que combata o desejo compulsivo de comprar. Sabe-se que, atualmente, a melhor forma de se tratar pessoas com este problema é por meio da psicoterapia, além da necessidade de freqüentar grupos de auto-ajuda, como os Devedores Anônimos, concluem os especialistas.
Devedores Anônimos foi fundado nos EUA em 1967
Para auxiliar pessoas que sofrem da oneomania foi criado um grupo conhecido como Devedores Anônimos. Fundado nos Estados Unidos em 1967, o Devedores Anônimos tem o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro e para isso realizam cálculos das despesas domésticas e as relacionam com os ganhos mensais da pessoa.
Nas reuniões do grupo, o consumidor compulsivo encontra o conforto e a possibilidade de desabafar com outros que sofrem da mesma doença.
Como saber se você é um comprador compulsivo*
• não resiste ao impulso de comprar?
• gasta mais que o planejado e se prejudica financeiramente?
• impede ou prejudica seus planos de vida e das pessoas à sua volta?
• pede dinheiro emprestado para os outros e até aplica golpes para poder saldar a dívida?
• precisa efetuar a compra de qualquer maneira, independentemente do produto comprado?
• percebe que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco?
• assume dívidas acima de cinco vezes o valor de sua renda mensal?